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Carreira: jovens desejam mais autonomia no trabalho

Estudo da Page Talent revela que ausência de liberdade para executar tarefas é o item que mais desestimula estagiários e trainees no ambiente corporativo

Com o déficit de talentos no setor de TI, que segundo estatísticas de entidades de classe está em mais de 100 mil profissionais qualificados no mercado brasileiro, muitas companhias estão investindo na contratação de estagiários e trainees para treiná-los de acordo com suas necessidades. Entretanto, lidar com os esse jovens, que fazem parte da chamada geração Y, exige algumas habilidades dos gestores para desenvolver o potencial deles, buscando o equilíbrio entre autonomia e liberdade no ambiente corporativo.


Uma pesquisa que acaba de ser divulgada pela Page Talent, unidade de negócio da Page Personnel especializada em recrutamento e seleção de estagiários e trainees, constatou que a ausência de liberdade para executar tarefas é a principal queixa dos jovens no ambiente de trabalho. 

O estudo realizado em abril deste ano no Brasil entrevistou 500 jovens de 18 a 24 anos. Entre estes, 35% dos disseram que a falta de autonomia é o item que mais o desmotiva no emprego.   

“Os jovens têm o sonho de começar no ambiente corporativo já ocupando posições estratégicas, com a liberdade de executar seu próprio trabalho”, diz Manoela Costa, gerente da Page Talent no Brasil. 

Mas ao mesmo tempo, esses jovens sentem que precisam de supervisão e acompanhamento, afirma Monoela. Eles se sentem inseguros ao executar atividades sozinhos. 

Para 34% da amostra, ser alocado em uma área pela qual não tem interesse, mesmo que por tempo determinado, foi o segundo item de maior desmotivação desse público. 

Por último (31%), ideias desenvolvidas por outras pessoas, a mando do seu chefe, foi o item que menos incomodou estagiários e trainees. “As expectativas são grandes, mas os jovens ainda não estão preparados para executar as tarefas sem supervisão”, diz Manoela.

A consultora afirma que essa nova geração tomou contato com as tecnologias muito cedo. Esses jovens foram criados na era da inovação e acham que tudo acontece muito rapidamente, inclusive que serão promovidos em um pequeno espaço de tempo. 

Apesar não terem experiência, eles querem ser expostos a situações desafiadoras. Começa então o conflito entre responsabilidade e autonomia.

"Eles podem ter autonomia em algumas atividades. As empresas precisam confirmar nesses talentos. Eles podem surpreender", afirma Manoela. Ela aconselha que os gestores, treinem bem essa mão de obra e ofereça espaço para que realizem algumas tarefas sozinhos em áreas em que não há comprometimento aos resultados da companhia.

Monoela ensina que é sempre importante também explicar para os jovens talentos que o trabalho deles é estratégico, mesmo em atividades operacionais. "Mostre a importância deles na função e os impactos que trazem para a empresa", diz ela ressaltando que atitudes como essas fazem com que os estagiários e trainees percebam que fazem parte de uma engrenagem e trabalhem mais motivados.

Quando eles receberem uma tarefa que carece de supervisão, explique também as razões. Manoela dá o exemplo do jovem que precisa copiar seu chefe em alguns e-mails não porque estão sendo fiscalizados, mas porque se trata de um trabalho que precisa de acompanhamento.

Para que não haja um conflito entre os interesses desses jovens que acabaram de entrar no mercado de trabalho e o que realmente conseguem executar, Manoela Costa recomenda três dicas também para os estagiários. 

1- Apresente ideias que façam sentido 

Quando trouxer uma ideia, sempre a traga com embasamento. Pensou? Precisa conseguir executar. Para isso, traga detalhes sobre como, quando, com que ferramentas e recursos você conseguiria colocar essa ideia em prática. Com isso você consegue estar mais próximo da execução do seu projeto.

2- Prove seu conhecimento

Mostre porque uma área é melhor para você do que outra. Tente provar que seu conhecimento se assemelha às necessidades dessa área, busque informação, se mantenha atualizado e, sempre que possível, distribua informações relevantes sobre o mercado específico que mais te interessa. Com informação, é mais provável que seus superiores acabem concordando com você;

3- Seja proativo

As duas dicas acima ajudam muito para que você consiga adquirir autonomia, aos poucos. Mas, além disso, é importante que você se antecipe as problemas e busque as melhores formas de solucioná-los antes que seu superior exija isso de você. Ser proativo e saber reconhecer o que merece maior ou menor atenção dá ao seu gestor mais confiança para que você possa começar a tocar seus projetos sem supervisão.

Fonte: IDGNOW