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Como os EUA, França também tem seu Big Brother

A exemplo dos Estados Unidos, a França parece manter o mesmo tipo de extensa vigilância sobre as telecomunicações e Internet reveladas pelo ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês), Edward Snowden. O Diretório Geral de Segurança Externa (DGSE, a CIA francesa) acessa mensagens de texto, telefonemas, e-mails e redes sociais. 

Os detalhes foram divulgados nesta quarta-feira, 4/7, em reportagem do Le Monde, intitulada “Revelações sobre o Big Brother Francês” que afirma que “o DGSE coleta sistematicamente os sinais eletromagnéticos emitidos por computadores ou telefones na França, assim como o fluxo entre a França e o estrangeiro: todas as comunicações são espionadas”. 

Ainda de acordo com o Le Monde, “os políticos sabem sobre isso, mas a regra é manter o segredo. Esse Big Brother francês é ilegal e está fora de controle”. A agência de espionagem coleta dados de milhões de assinantes dos serviços telefônicos, e-mails, faxes, e todas as atividades na Internet, o que envolve Google, Facebook, Microsoft, Apple e Yahoo. 


Muito similar, portanto, ao que fazem os americanos – a diferença, segundo a reportagem, é que o DGSE concentraria a espionagem nos próprios franceses, ao passo que a NSA teria capacidade de vigiar qualquer telecomunicação, americana ou não. Mas assim como sustenta a agência dos EUA, o DGSE também não teria acesso aos conteúdos das comunicações – embora todo o material interceptado seja igualmente armazenado “por vários anos”. 

Além disso, sustenta a reportagem que os demais sete serviços de inteligência da França – inclusive de aduana ou vigilância contra a lavagem de dinheiro – têm acesso aos dados recolhidos e podem acessá-los livremente, sendo capazes de escolher ‘suspeitos’ que podem ser submetidos a métodos mais intrusivos de espionagem, como o grampo telefônico. 

A prática parece estar disseminada. Depois de denunciar o amplo sistema de espionagem eletrônica dos Estados Unidos, o jornal inglês The Guardian reportou que o Reino Unido possui um sistema similar para comunicações internacionais e tráfego de Internet, e que ingleses e americanos compartilham essas informações.