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15% dos usuários da Internet acham que a rede é ruim para a sociedade

Em 2014 a Internet completa 25 anos. O seu aniversário, no entanto, pode não ser celebrado por todo mundo.

Dos usuários da Internet, 15% acredita que a rede global seja ruim para a sociedade. É o que mostra uma pesquisa divulgada na quinta-feira (27) pela Pew Research Center, no primeiro dos muitos relatórios encomendados para analisar o surgimento da tecnologia digital.

Desses, 6% disseram que a Internet era ruim para eles pessoalmente. O levantamento foi feito com base em entrevistas por telefone com cerca de mil usuários adultos.

O que está causando esses sentimentos ruins? A empresa com sede em Washington D.C. diz que não obteve mais detalhes com os entrevistados sobre as suas respostas, mas o grupo de pesquisa presenciou uma série de questões ao longo dos anos as quais tendem atormentar as pessoas com relação à vida online, disse Lee Rainie, diretor do Internet and American Life Project.

A principal delas é: a crescente divisão digital entre "deve" e " não deve", bullying online, uso da web para se comunicar apenas com pessoas da mesma opinião, a capacidade da Internet de espalhar desinformação, a perda da privacidade e o narcisismo.

E a perda de contato humano real em favor de interações virtuais.


O bem supera o mal

Para ser justo, 76% dos entrevistados disseram que a Internet era algo bom para a sociedade e 95% dos entrevistados afirmaram que a rede era boa para elas pessoalmente.

E embora possa parecer ruim para alguns, isso não impediu que a maioria das pessoas de acessar serviços. Quase 90% dos adultos americanos usam a Internet atualmente, disse a Pew - isso é um novo recorde, se comparado aos 66% do registrado em 2005, e meros 14% em 1995.

Acredita-se que a World Wide Web foi concebida por Tim Berners-Lee em 1989, que introduziu o conceito do "sistema de hipertexto distribuído", capaz de vincular arquivos juntos em uma rede em expansão. A web é diferente da Internet, que é uma rede subjacente ou uma infraestrutura que a web se baseia.

Muitas das atividades que as pessoas reportaram à Pew envolvem a web, disseram o grupo de pesquisadores, mesmo que os entrevistados não soubessem necessariamente que isso é a camada da Internet que eles estão usando.

A Internet, e a Web construída por cima dela, alterou radicalmente o modo como as pessoas vivem suas vidas, em parte por facilitar o acesso à informação e as conexões interpessoais. Talvez de modo irrevogável.

Mas avaliar a "bondade" e a "maldade" da Internet é algo subjetivo, porque pessoas diferentes usam a rede com propósitos diferentes, e eles se deparam com resultados diferentes.

Os dois lados da moeda

A Internet pode ajudar as pessoas a serem mais produtivas, mas ela também pode ser viciante, diz Roger Kay, fundador da Endpoint Technologies Associates, que estuda questões de mercado relacionadas à Internet.

Kay compara a rede à dirigir um carro. Pode ser algo libertador, mas também pode ser um agente limitador, caso as pessoas não consigam se desligar - como quando estamos presos em um engarrafamento.

E é uma faca de dois gumes. Os canais de mídias sociais, como o Twitter, tem ganhado créditos por dar suporte ao ativismo político durante eventos como os protestos árabes, mas o Reddit também ficou em uma situação ruim com relação aos ataques com bombas na Maratona de Boston, no ano passado, por disseminar informações falsas sobre os suspeitos.

Apesar das preocupações sobre a capacidade da Internet de trazer o pior das pessoas, a pesquisa da Pew mostra que o mundo online pode ser mais amigável que ameaçador.

Dos usuários de Internet, 70% disseram que tinham sido tratados com carinho ou generosamente por outros online. E cerca de dois terços afirmou que as comunicações online tem fortalecido suas relações com familiares e amigos.

Embora a maneira como ela é acessada muda continuamente, a Internet provavelmente veio para ficar. Pouco mais da metade dos usuários disse que a rede seria, no mínimo, algo muito difícil de se desistir, de acordo com a pesquisa, em comparação com 38% que relataram o mesmo em 2006.

Os entrevistados também disseram que seria mais difícil de desistir da Internet do que desistir de assistir TV.

Fonte: IDGNOW