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Mudança na Política de Privacidade do Google


Em post no seu blog oficial, gigante de buscas afirma que alterações trarão benefícios para os usuários; críticos acusam empresa de favorecer anunciantes.

Após receber uma onda de críticas por causa da renovação em sua política de privacidade, a Google está tentando acabar com o que acredita serem ideias erradas sobre suas ações.

Os usuários ainda tem controle sobre quais informações a Google enxerga; a gigante de buscas não está coletando mais dados dos usuários como fez no passado; e os internautas podem usar o quanto quiserem da Google, afirma a gerente de políticas da companhia, Betsy Masiello, em um post no blog oficial da empresa.

Ela explica que alguns serviços da Google – como busca, mapas e YouTube, por exemplo – podem ser usados sem as pessoas se identificarem com login e senha. Para serviços que exigem login, uma variedade de ferramentas e opções está disponível para reduzir os dados coletados pela gigante de buscas.

A Google não está mais coletando dados de usuários com a nova política, diz Betsy. “Nossa nova política simplesmente deixa claro que usamos dados para refinar e melhorar sua experiência no Google – quaisquer sejam os produtos e serviços que você usa”, escreve. “Isso é algo que já temos feito há um bom tempo.”

“Estamos fazendo as coisas de modo mais simples e estamos tentando ser diretos sobre isso, ponto”, completa a executiva. Mas nem todo mundo acredita nessa linha “mais simples” da Google. No Congresso dos EUA, por exemplo, líderes defensores da privacidade na Casa dos Representantes e Senado votaram a favor de um olhar mais de perto sobre o impacto das mudanças de política da empresa na privacidade dos internautas.

Um desses defensores foi ainda mais longe. O republicano Ed Markley, de Massachusetts, chamou a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) para investigar se as mudanças de política violam o acordo de privacidade que a Google fez com o órgão há algumas semanas.

A Google também foi inicialmente condenada por um observador atento independente da nuvem federal, o SafeGov.org, por criar riscos de privacidade para os trabalhadores do governo local com as novas políticas. A empresa respondeu rapidamente que as suas novas políticas não se aplicam aos funcionários federais usando o Google Apps. No entanto, isso levantou uma questão: se as políticas poderiam colocar a privacidade dos trabalhadores do governo em risco, então também poderiam colocar em risco a privacidade de usuários padrão?

Apesar de a Google estar “vendendo” suas mudanças de política como uma coisa boa para os usuários, outras pessoas alegam que os verdadeiros beneficiados pela alteração são os anunciantes. Ao consolidar informações sobre seus usuários e refinar os públicos alvo para um produto, a Google pode cobrar mais pela sua publicidade, argumentam os críticos da política da gigante de buscas.

Mais ainda, alguns críticos afirmam que a Google está tão cega pela sua sede por lucros com publicidade que está danificando sua razão de existir: as buscas. Em uma entrada recente junto a Comissão de Segurança e Comércio dos EUA, por exemplo. A empresa afirma que “afinal de contas, os anúncios são apenas mais respostas para as buscas dos usuários”. Isso sugere para algumas pessoas que a Google não sabe mais a diferença entre bons resultados de busca e anúncios spam.

Fonte: IDGNOW