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Brasil fica para trás no ranking de Cybersegurança


Estudo de consultoria e da McAfee mostra que EUA e Reino Unido estão entre os mais preparados; mesmo assim, "caras maus" estão à frente.

Israel, Suécia e Finlândia estão relativamente bem preparados para ataques virtuais, mas todos têm mais trabalho a fazer, de acordo com um novo estudo sobre cibersegurança da McAfee e da Security & Defense Agenda (SDA). Já Brasil, Índia, e México ficaram entre os últimos.

O relatório, que classifica 23 países em termos de "prontidão da segurança cibernética", não dá a nenhum a nota mais alta, cinco estrelas. Oito países, incluindo EUA, Reino Unido, França e Alemanha, quatro estrelas. Rússia e China, que também investem pesadamente em cibersegurança, ficaram com apenas três estrelas.

Nenhum país está à frente de ciberatacantes, disse Phyllis Schneck, CTO de setor público da McAfee. Os 'caras maus' estão "mais e mais velozes" do que os mocinhos, ela afirma.

Os cibercriminosos não tem de lutar contra obstáculos jurídicos e políticos e compartilham informações livremente uns com os outros sem se preocupar com questões competitivas, disse. "Estamos enfrentando um adversário que não tem limites, e nós temos de ir a reuniões e escrever relatórios", acrescentou. "Estamos em uma enorme desvantagem."

A SDA, consultoria de cibersegurança em Bruxelas, entrevistou 80 especialistas de segurança digital para o relatório e fez pesquisas com outros ​​250. Quase 60% dos entrevistados disse acreditar que uma corrida armamentista cibernética está acontecendo, e 36% acredita que cibersegurança é mais importante do que defesa antimísseis. Quase metade (45%) respondeu que o assunto é tão importante quanto a proteção de fronteiras.

Um tema comum entre os especialistas de segurança cibernética era uma necessidade de partilha global, e em tempo real, de informações sobre ameaças digitais. Ciberespecialistas há muito tempo pedem por melhor partilha de informação entre empresas e entre empresas privadas e governo, disse Schneck, mas o relatório propõe a idéia de novos acordos globais – de difícil aprovação – que podem levar ao compartilhamento de dados.

As empresas estão preocupadas em por seus clientes em perigo, diminuir o preço de suas ações e outros problemas que vêm do compartilhamento de informações em demasia, acrescentou. "Eu acho que cada pessoa racional do planeta concorda que, se você colocar todas as nossas informações em conjunto, temos uma imagem melhor da ameaça", disse.

Mas em tempo real, o compartilhamento de informação é uma forma de que os órgãos do lado da lei podem ganhar uma vantagem sobre ciberatacantes, disse Schneck. "Isso é o que o adversário não pode fazer", afirma. "O inimigo não possui a infraestrutura de rede".

No ranking por países, peritos de segurança cibernética elogiaram os esforços dos EUA, incluindo a criação de um "czar de cibersegurança". Nos últimos anos, o governo dos EUA tem dado mais importância ao assunto.

O relatório faz uma série de recomendações. Entre eles: Empresas e governos devem trabalhar juntos para configurar o compartilhamento de informações confiável grupos e incentivar campanhas de educação pública focada em cibersegurança. O relatório também apela às empresas para se concentrar na segurança de smartphones e da computação em nuvem. 

Fonte: IDGNOW