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Três tecnologias de consumo vão dificultar a vida dos CIOs em 2014

A adoção da robótica e a adoção da impressão 3D vão dar o que pensar. E o BYOD deverá ganhar uma nova dimensão


Algumas grandes mudanças vindas da área de consumo terão grande impacto no departamento de TI em 2014. É bom já começar a pensar nelas assim que o Ano Novo começar.


1 - A robótica vai evoluir muito rapidamente agora que a Google está ingressando nesse segmento de mercado. A pergunta-chave é: quem vai comprar e manter estes robôs que serão cada vez mais utilizados para qualquer coisa, desde processos de fabricação à segurança?

Estas máquinas vão precisar de atualizações de software, por exemplo, e, eventualmente, de serem geridas como um PC. Contudo, as tarefas que os robôs podrão substituir ou complementar estarão em outras funções. Como todas as tecnologias emergentes adotadas em última instância, graças à consumerização da TI, inicialmente os gestores vão tomar as decisões sem a opinião da TI.

Mas é importante pensar sobre o tipo de fornecedor que deve ser escolhido e em como o robô será gerido e mantido. Os anos de experiência que o departamento de TI  tem na gestão de tecnologia podem ajudar as áreas de negócio a garantirem os melhores resultados possíveis.

2 - A impressão 3D e a digitalização, especialmente para peças complexas e de produtos, terá um impacto significativo sobre o que as empresas desenvolvem ou compram. Em 2013, avanços no setor dos produtos de metal, de plástico e metal conjugados, na cerâmica e nos produtos de composição híbridas resultaram em impressoras que criam coisas incríveis.

Mas isso também tem um risco. Conforme os clientes digitalizam e recriam os produtos que as empresas vendem, as divisões nas organizações digitalizam e imprimem produtos com desenhos protegidos por direitos autorais – e os funcionários também usam impressoras para fins não aprovados.

O departamento de TI tem experiência útil sobre propriedade intelectual, em particular impedindo as pessoas de copiarem material protegido sem as permissões adequadas. Normalmente, as equipes de TI estão encarregadas da gestão de  impressoras e fotocopiadoras, estabelecendo políticas de uso. Portanto, deverá atualizá-las para incluírem impressoras 3D e digitalizadores, garantindo assim que sejam usados de forma adequada e não se tornem um problema maior do que o  benefício que podem gerar.

3 - Convém manter a evolução da "Computação de de vestir" ou "wearable computing" sob atenção. Os departamentos de TI devem proibir o uso de  dispositivos como o Google Glass antes do seu lançamento – uma câmera montada na cabeça, sempre ligada, muito semelhante a um gravador sempre ligado, representa um risco de segurança muito grande.

Mas a Google não é o único fornecedor de produtos de consumo potencialmente arriscados. Os “smartwatches”, como o Galaxy Gear, da Samsung, também têm câmeras e microfones integrados e sempre disponíveis.

Convém também rever as políticas de uso de smartphones, dada a qualidade das câmeras instaladas nesses dispositivos e o fato de eles também terem microfones. Não se pode bloqueá-los, mas tornar as sanções sobre uma utilização nociva para a empresa, e implantar essas políticas, pode levar a avanços importantes na proteção da organização.

Vivemos em um mundo BYOD, e D significa “dispositivo”. Cada vez mais, esses dispositivos deixarão de ser tablets, notebooks ou smartphones, e passarão a ser algo novo e excitante para os funcionários, mas perigoso para as empresas.

Antecipar os problemas associados com os dispositivos e colocar em prática políticas de uso antes de um problema ocorrer, permitirá ganhar vantagem face aos concorrentes – que ainda se tenha que aprender com os erros.

Fonte: CIO