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Cuidado redrobrado com a próxima geração de profissionais



Cuidado. Conforme relatório da Cisco sobre o comportamento da nova geração e seus hábitos de uso das redes, é perigoso confiar em alguém com menos de 30 anos quando o assunto é internet. Brincadeiras a parte, essa é uma conclusão possível depois de ver que o estudo, feito com 2.800 universitários e profissionais com idade até 20 anos de 14 países, incluindo o Brasil, identificou, por exemplo, que sete em cada dez jovens costumam ignorar políticas de TI e um em cada quatro é vítima de roubo de identidade antes de fazer 30 anos.

Batizado de Cisco Connected World Technology, o relatório é composto de três partes e mostra revela atitudes surpreendentes em relação às políticas de TI e às crescentes ameaças de segurança que surgem com a próxima geração de profissionais que entrarão no mercado de trabalho. Essa nova geração, que nasceu conectada à internet, supervaloriza a sua conectividade. Esses jovens vivem "sob demanda", misturam atividades pessoais e profissionais no local de trabalho e usam medidas extremas para manter-se na Internet, incluindo usar secretamente as conexões sem fio de vizinhos, sentar-se na frente de empresas para acessar redes Wi-Fi gratuitas e emprestar seus dispositivos digitais a outras pessoas sem supervisão. Comportamentos que preocupam cada vez mais os empregadores.

Um terço dos entrevistados (36%) chegou a afirmar que não respeita o departamento de TI porque considera suas políticas corporativas conflitantes com o estilo de acesso flexível e aberto que estão acostumados a usar no seu dia-a-dia, seja para redes sociais, seja para acesso remoto e uso de dispositivos pessoais no trabalho. No entanto, nem departamentos de RH nem mesmo as chefias de TI podem negar que precisam mudar se querem manter a nova força de trabalho em suas empresas.

Confira alguns resultados do estudo:

- Um em cada quatro universitários (24%) e profissionais (23%) sofreu roubo de identidade antes dos 30 anos de idade. No Brasil o percentual de jovens com identidade roubada foi de 22% entre os profissionais e universitários;

- Um em cada três (33%) universitários, no âmbito global, não vê problemas em compartilhar informações pessoais on-line, acredita que as fronteiras da privacidade estão se afrouxando ou nem pensa em privacidade. No Brasil este percentual é de 19%;

- 56% dos entrevistados afirmaram ter permitido que outras pessoas (familiares, amigos, colegas de trabalho e até mesmo desconhecidos) usassem seus computadores sem supervisão. O percentual no Brasil chegou a 70%. Na universidade o número é maior: 86% dos jovens globais e 92% dos brasileiros afirmaram ter permitido que outras pessoas usassem seu computador sem supervisão.

- Quase um em cada quatro universitários (23% no mundo, 31% no Brasil) já pediu a um vizinho acesso a um computador ou à Internet, enquanto praticamente um em cada cinco (19%) admitiu acessar a conexão sem fio de um vizinho sem permissão. Cerca de um em cada cinco universitários (19%), no âmbito mundial, admitiu ficar do lado de fora de lojas para usar conexões sem fio gratuitas. Cerca de um em cada dez (9%) já pediu para usar o celular de um estranho. No geral, dois em cada três profissionais (64%), no âmbito mundial, afirmaram ter realizado ao menos uma dessas ações.

Conformidade com políticas de TI

- Entre os jovens trabalhadores, dos que conhecem políticas de TI, 70% admitiram violar políticas com frequências variadas. O Brasil segue a média mundial, com 69% dos entrevistados afirmando que violam as políticas de TI. Entre as várias razões apontadas, a mais comum é a crença de que não estavam fazendo nada de errado (33% média mundial e 28% dos brasileiros). Um em cada cinco (22%) citou a necessidade de acessar programas e aplicativos não autorizados para realizar seu trabalho, enquanto 19% admitiram que as políticas não são fiscalizadas;

– No Brasil apenas 6% disseram que as políticas de suas empresas não são fiscalizadas. Alguns (18%) disseram não ter tempo para pensar em políticas quando estão trabalhando, enquanto outros afirmaram que obedecer a políticas não é conveniente (16%), que esqueceram de fazê-lo (15% no mundo. Entre os brasileiros pesquisados, 22% afirmaram que esqueceram de fazê-lo) ou que seus chefes não estavam os vigiando (14%);

- Três em cada cinco profissionais (61%) afirmam não serem responsável pela proteção de informações e dispositivos, acreditando que o departamento de TI e/ou provedores de serviços devem ser responsáveis por isso. Já no Brasil, 50% dos entrevistados acreditam ser responsáveis pela segurança de informações e dispositivos;

O relatório Cisco Connected World Technology foi encomendado pela Cisco e realizado pela InsightExpress, uma empresa independente de pesquisa de mercado com sede nos Estados Unidos. Abrange Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, México, Rússia, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. Foi baseado em duas pesquisas: uma com universitários e outra com um grupo de jovens profissionais com até 20 anos de idade. Cada pesquisa incluiu 100 participantes de cada um dos 14 países, totalizando 2.800 indivíduos.

Fonte: CIO